Lídia Almeida de Menezes

Instituto Bíblico Betel Brasileiro

Lídia Almeida de Menezes, uma vida em missão

Lídia Almeida de Menezes nasceu em 14 de abril de 1930, no Município de São José de Piranhas, no sertão da Paraíba. Teve sua experiência de conversão a Cristo aos treze anos de idade, tendo sido evangelizada pela própria mãe, que conheceu o Evangelho por meio dos missionários ingleses Harry Briault e Freida. De 1945 a 1948, estudou Teologia em João Pessoa, no Instituto Bíblico Betel – um internato para moças, mantido pela Missão UESA (União Evangélica Sul-Americana). Nessa escola, ela foi indelevelmente edificada em Cristo, mediante o ministério dedicado da educadora canadense Nellie Ernestine Horne, e recebeu o revestimento do Espírito Santo. Logo iniciou suas atividades evangelísticas onde nasceu, tendo sido enviada para lá pela Missão Evangelizadora do Nordeste, órgão criado pela Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande (PB).

De 1950 a 1956, atuou como presidente da Federação de Jovens Congregacionais do Nordeste e como secretária executiva da mocidade da União das Igrejas Cristãs e Congregacionais do Brasil. Essas funções lhe exigiram empreender constantes viagens por todo o país e organizar vários eventos, dinamizando as atividades jovens das igrejas congregacionais, dedicando-se a despertar a juventude para amar, adorar e servir a Deus. Vieram desse tempo sinceras amizades com líderes com quem atuou: Clotilde Dantas, Donina Andrade, Ivan Espíndola de Ávila, Amaury Jardim, Daso Coimbra, Íris Resende, entre outros.

Residiu em Anápolis (GO), de 1957 a 1959, para lecionar no Instituto Bíblico Goiano e no Colégio Couto Magalhães. Esta experiência lhe permitiu distinguir o magistério como sua particular vocação. Viveu ali uma fase de aprendizagem marcante sob a benéfica influência dos missionários ingleses William Bannister Fortsyth e Edith e do pastor Antônio Varizzo, dos quais ela permaneceu amiga até o fim de sua vida.

Em 1960, voltou a morar em João Pessoa e ingressou no Betel como educadora. Foi logo nomeada professora do Estado para as cadeiras de Geografia e História. Nesse tempo, juntamente com a missionária Doris Woodley e alunas betelinas, implantou e desenvolveu um núcleo de evangelização no Bairro Cristo Redentor, na capital paraibana. Como a maioria contatada no evangelismo era formada por mulheres não-alfabetizadas, Lídia Almeida, objetivando possibilitar-lhes a desejada faculdade de ler e estudar a Bíblia por si mesmas, adotou e ofereceu a elas um método de alfabetização, o qual se mostrou eficaz. Esse resultado despertou a curiosidade de uma liderança política que a levou, em 1963, a ser convidada para a direção do programa de Educação de Adultos da Secretaria da Educação do Estado da Paraíba. Em sua gestão, fez convênio com a Cruzada ABC (Cruzada de Ação Básica Cristã) – um movimento de educação de jovens e adultos, sustentado por um acordo entre a USAID (United States Agency for International Devellopment), o Colégio Presbiteriano Agnes Erskine (Recife, PE) e a SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) – e alfabetizou cerca de duzentos mil paraibanos. Seu desejo pessoal, além do seu compromisso governamental com a cidadania, era que mais paraibanos aprendessem a ler para terem acesso à Palavra de Deus.

Na segunda metade da década de 1960, o Nordeste evangélico brasileiro vivia um momento ímpar: o movimento da renovação espiritual. Alguns professores, inclusive Lídia Almeida, e alunas do Instituto Bíblico Betel foram impregnados pelo real mover do Espírito Santo. A UESA não aceitou o envolvimento do Instituto com a renovação espiritual e decidiu-se a fechá-lo, em 1968. Nesse momento histórico dos evangélicos, em meio à rotina da sua função no Estado, Lídia Almeida ouviu a voz de Deus, chamando-a para dedicar-se à nova obra que Ele destinava a ela: dar continuidade ao treinamento de obreiros para a Seara. E o Senhor firmou esse desafio e essa decisão no espírito de sua serva, mediante uma oração-promessa: “Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da Terra por tua possessão.” (Sl 2.8). Ela, a seguir, arregimentou pastores e amigos de diversas igrejas locais e regionais e lançou-lhes o desafio de dar continuidade à obra, com as características da cultura brasileira, tornando-se Betel Brasileiro. Isso incluía comprar o prédio da UESA, o qual estava à venda, e nele iniciar as atividades da nova Instituição. Uma corrente de oração e de ação cooperativa de vários evangélicos formou-se então, destacando-se entre eles: Rosivaldo de Araújo, Enéas Tognini, Jônathas Ferreira Catão, Raul de Souza Costa, Aurino Valois, Natália Valois, Valter Brito, Vandir Brito e outros membros da família Brito, entre tantos outros, além das missionárias canadenses, ex-diretoras do antigo Betel: Ernestine Horne e Doris Woodley, que se desligaram da Missão UESA e passaram a integrar a nova fase da Instituição. Em 1969, o ano letivo foi aberto com quinze alunas matriculadas.

Iniciado com o mesmo objetivo do Instituto Bíblico Betel, o de treinar jovens vocacionados para os ministérios pastoral e missionário, o Betel Brasileiro estabeleceu o programa educacional sobre os seguintes pilares: ênfase bíblica, formação do caráter cristão, despertamento da visão missionária e trabalho prático dos alunos, dando uma maior ênfase às missões transculturais.

O alvo da formação do caráter de Cristo na vida dos alunos e o cultivo da genuína espiritualidade no exercício da vocação missionária são enfatizados continuamente, mediante a consciência de que ninguém jamais ficará em outra cultura como missionário, sem o espírito de renúncia e de obediência a Deus.

Desde o início da década de 1970, o novo Instituto mantém o grêmio missionário, que passou a se chamar Centro Acadêmico de Missões (Cenam). Nos primeiros anos, as aulas de missões foram ministradas em curso intensivo anual, dado pelos missionários da WEC (Worldwide Evangelization for Christ – Missão Amem), Leslie Brierley e Roberto Harvey. Além desse curso, todas as manhãs dos sábados eram dedicadas ao estudo de missões e à intercessão pela obra da evangelização mundial. O Cenam funciona, até os dias de hoje, na Instituição betelina, mas, com a abertura dos cursos teológicos noturnos, a sua programação passou a ser mensal, para se adequar à disponibilidade de tempo dos estudantes. Essa prática acadêmica vem contribuindo para despertar vocações específicas às missões transculturais e para formar líderes com visão missionária, desejosos de implantá-la em suas igrejas.

O modelo educacional desenvolvido pela Instituição betelina propicia aos vocacionados um preparo no campo, em serviço, porquanto as oportunidades são as esferas de atuação necessárias ao desenvolvimento dos dons. O currículo é enriquecido com a atividade prática dos estudantes, a qual leva-os, preferencialmente, à evangelização e à plantação de igrejas em lugares onde há mais carência do conhecimento do Evangelho, como periferias, pequenas cidades, povoados e sertões nordestinos, em avanços missionários que empregam os mais variados métodos: visita aos lares, distribuição de literatura, estudos bíblicos com crianças, jovens e adultos, pregação em praça pública, discipulado. Dezenas de cidades da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte recebem esses avanços missionários, que frutificam em novos núcleos missionários e em novas igrejas.

Os alunos também cumprem escalas em igrejas locais de diversas denominações. Assim, enquanto um grupo evangeliza, outro serve às igrejas na Educação Religiosa, Mocidade, União Feminina e nos demais departamentos e ministérios eclesiásticos, de acordo com os convites que são feitos pelos pastores. Anualmente, desde 1977, visitam igrejas de todo o Brasil, partilhando em forma de jogral mensagens de despertamento missionário. Centenas de jovens atenderam ao apelo para a vocação ministerial.

Em 1972, o Betel Brasileiro enviou a ex-aluna Dolores Amaral aos índios potiguaras, na Baía da Traição (PB). Outras ex-alunas sucederam a ela, de modo que o trabalho naquela comunidade se mantém com quatro igrejas alcançando quatro aldeias, além de manter uma escola infantil.

Além dessa tarefa nacional, o Betel Brasileiro enviou missionários a países estrangeiros: Em 1974, enviou, em conjunto com a Missão Amem, a primeira missionária brasileira da WEC (Missão Amem) a Guiné-Bissau, a ex-aluna Ivonete de Freitas França e, em 1976, a ex-aluna Justiana Damasceno, à Itália. Em 1978, foi a vez da ex-aluna Claudicéa Silveira, enviada a Portugal para trabalhar com os ciganos, a convite de pastores portugueses. Claudicéa e sua família permanecem nesse ministério, que já produziu nove igrejas e uma liderança evangélica cigana atuante. Em 1981, enviou as ex-alunas Zilda Spíndola e Acsa Priscila a Vila Nova de Gaia e a Esmoriz, ambas em Portugal, para trabalharem na Igreja dos Irmãos. A seguir, foram enviadas Maria Anunciada e Miriã Mourão (ambas colaboraram na formação de uma igreja evangélica em Braga, centro do catolicismo no norte de Portugal), e Sônia Lígia, a convite da Igreja dos Irmãos, em Esmoriz. Essas cinco ex-alunas foram as pioneiras do esforço missionário betelino entre os portugueses, o qual se tornou mais efetivo com a fundação do Betel Português, em 1984. Diversos ex-alunos enviados a Portugal têm desenvolvido ali ministérios variados ao longo dos anos. Em 1982, Teófanes Viana e Carmelita foram enviados à Guatemala.

Com estas iniciativas, o Betel Brasileiro e a Missão Antioquia (organizada em 1976) se tornaram as duas primeiras agências missionárias enviadoras, de caráter interdenominacional, genuinamente brasileiras.

O Betel Brasileiro sente a necessidade de preparar melhor os vocacionados ao ministério transcultural. No primeiro semestre de 1983, ofereceu um curso intensivo de Missões Transculturais, com trinta dias de duração, ministrado pela manhã aos alunos e à noite aos ex-alunos, obreiros e pastores de João Pessoa (PB). Os professores convidados já se destacavam no magistério teológico-missionário brasileiro: doutores Russell Shedd, Barbara Burns e Gilberto Pickering; pastores Décio Azevedo, Ken Kudo, Hitoshi Watanabe e Edison Queiroz. A professora Lídia Almeida justificou o investimento da Instituição nesse curso, com estas palavras: “O Betel Brasileiro é uma obra de caráter essencialmente missionário. Missões é a razão de existirmos e o fim a que se direcionam todas as nossas atividades.”

Com o crescimento do número de obreiros no exterior, a Instituição criou, em março de 1987, um órgão destinado a coordenar essa obra transcultural: o Departamento de Missões Mundiais Betel Brasileiro (DEMIMBB), que passou a se chamar Agência Missionária Betel Brasileiro. Este órgão realiza parcerias missionárias com outras agências e está associado à AMTB.

A professora Lídia Almeida promoveu despertamento missionário no meio da igreja evangélica nordestina, realizando também conferências missionárias, desde 1988, trazendo à Paraíba destacados missiólogos nacionais e internacionais, dentre os quais: Patrick Johnstone, Don Richardson, Don McCurry, John Silk, Hans-Walter Schütze, Key Yuasa, Paulo Moreira, Ronaldo Lidório, Carlos Queiroz, Joyce Every-Clayton e Margaretha Adiwardana. Atuou na formação de grupos de intercessão missionária, supridos periodicamente por um boletim com motivos de oração.

Com a cooperação da alemã Christa Wolpert, missionária no Brasil pela WEC e colaboradora do Betel, as ex-alunas betelinas Carmem Barreira e Maria de Lourdes Hofflin (Malu) chegaram à Alemanha. Ali foi fundado em 1987 o Betel Alemão, dirigido por alemães, com a colaboração dos missionários betelinos brasileiros Rosângela Maia, Rogério Vidal e Marlinda.

Desde 1987, a Instituição estendeu seu ensino teológico. Mantém hoje um seminário em São Paulo – dirigido pela professora betelina Durvalina B. Bezerra, que se tornou uma líder atuante na AMTB e na APMB – e seminários teológicos também no Rio de Janeiro (capital), em Niterói e Volta Redonda (RJ), Goiânia (GO), Distrito Federal, Salvador (BA) e cidades de Sassagawa, Hamamatsu, Toyohashi e Okazaki, todas no centro-sul do Japão. Essas extensões teológicas são dirigidas por ex-alunos, que implantam a mesma ênfase missionária da Instituição betelina.

Em 1980, o Betel Brasileiro recebeu como alunas as peruanas Raquel Yupanqui (quéchua) e Ruth Ayala. Ao longo dos anos, já formou cerca de quarenta alunos estrangeiros, vindos do Peru, Bolívia, Paraguai, Chile, Guatemala, Portugal, Espanha, Alemanha, Guiné-Bissau e Japão. Ano após ano, cresceu o número de alunos betelinos – mulheres e homens – oriundos das distintas denominações evangélicas e dos Estados do Brasil. A maioria está hoje envolvida em ministérios cristãos diversos em nosso país. Cerca de duas centenas de ex-alunos betelinos estão atuando em missões transculturais, em todos os continentes, tendo sido enviados pelas igrejas e agências missionárias brasileiras. Apenas um quarto deles foi enviado com a participação direta da Agência Missionária Betel Brasileiro (AMBB), que mantém bases missionárias em Portugal, Alemanha e Japão, além de realizar trabalhos em parceria no Equador e nos EUA.

Esta é, portanto, uma concreta participação do Betel na formação de obreiros enviados pela Igreja brasileira para a obra da evangelização mundial.

Lídia Almeida também se envolveu no despertamento missionário da Igreja brasileira, estando presente a seus fóruns mais importantes de formação de consciência e de cooperação entre denominações e organizações missionárias, como a AMTB, AETAL, CBE, AD2000 (liderando a Rede de Mulheres deste movimento) e outros, além de ter participado como delegada brasileira em eventos afins internacionais, como: Conferência da WEC (1976, Inglaterra), CLADE II, INTERCON II (Escócia, 1984), Lausanne II, Movimento AD2000 (Coréia do Sul, 1995, e África do Sul, 1998). Ainda serviu à comunidade evangélica nacional por meio da Revista Raio de Luz, publicando conteúdos de relevância relacionados com a vocação, preparo e envio, despertando os leitores para o cumprimento do Ide de Jesus.

Era preciso coragem, determinação e compromisso de obediência, ante o privilégio de ser instrumento da vocação de Deus. Em um relato autobiográfico não-publicado, ela narrou este seu conflito ocorrido no início de sua trajetória, sendo ela diretora do Betel Brasileiro:

Certo dia eu me impressionei. – Como é que eu poderia levar um grupo de moças a realizar missões? O ministério feminino sempre tem seus limites, sem muito apoio dos homens brasileiros – como poderia realizar missões? Certa vez eu chorava muito porque as nossas jovens estavam sendo inflamadas por amor a missões e eu sem saber como enviá-las às nações. Houve no colégio um programa sobre a Índia. Tantas dificuldades para chegar até lá! Eu pensava: como brasileiros podem ser enviados àquela nação? Deus me disse: ‘Não se preocupe! Quando enviei os discípulos ao mundo inteiro, não os deixei com recursos humanos nas mãos, não havia portas abertas com facilidade, mas eu concedi-lhes poder, de modo que cheios do Espírito eles evangelizaram o mundo daquela época. Ensine as minhas filhas a andar no poder do Espírito, que elas irão adiante e as levarei aonde for necessário comandadas pelo poder do meu Espírito. Eu farei a obra; só quero que você seja fiel em treiná-las dentro da obediência à Palavra e no poder do Espírito.’ E com essa palavra no coração, eu me acalmei e entreguei ao Senhor a direção.

Este senso de missão implantado por Lídia Almeida levou a obra betelina adiante, tendo em vista o reino de Deus. Mesmo sentindo-se limitada como mulher, em 1981, diante da convicção de que deveria abrir matrícula, também, para os homens vocacionados estudarem no Seminário Betel Brasileiro, não se intimidou e estendeu suas tendas, seguindo uma ordem divina específica que recebeu para proceder a essa abertura. A Instituição vem crescendo em seu compromisso com a educação teológica e missiológica e com a prática da evangelização, ao longo desses quarenta anos, seguindo sua vocação missionária, em meio a intensos desafios cotidianos, no enfrentamento da luta espiritual e nas questões práticas relacionadas com a manutenção e com o desenvolvimento.

A professora Lídia Almeida serviu sustentada pela fé. O Betel Brasileiro é fruto da provisão divina. No sustento dos obreiros, na construção das instalações, enfim, em todos os empreendimentos ela dependia exclusivamente de Deus. Certa ocasião, dona Lídia orou, dizendo a Deus: “Incomoda teus mordomos fiéis para fazerem suprimento para tua obra no Betel Brasileiro.” No outro dia, logo cedo, alguém de outra cidade ligou para ela. Disse-lhe que naquela noite quase não conseguira conciliar o sono, lembrando-se do Betel. Sentia Deus impulsioná-lo para enviar a ela uma oferta. Assim, dia a dia houve provisão para executar os planos do Senhor, através da Instituição, mediante colaboradores suscitados voluntariamente.

Lídia Almeida esteve envolvida com a evangelização brasileira e com missões mundiais, até o fim de sua vida, em junho de 2002. O seu ministério de cinqüenta e três anos a serviço do Senhor tem a marca do bom testemunho cristão. Como educadora incansável, confiante no potencial da juventude investiu sua vida no ensino teológico, no despertamento missionário e no treinamento, preparando mais de dois mil alunos. A sua vida foi motivada por uma fé operosa, zelo e sincero compromisso com Deus e com a Palavra Sagrada, em permanente dependência do Espírito Santo e em crescente amor por Missões.

E assim agradou ao Senhor usar o Betel Brasileiro e sua fundadora. “Lídia Almeida está ao lado de outros líderes nacionais que surgiram como portadores de uma visão missionária e dando início a estruturas nacionais de treinamento e envio de missionários.” Estas foram as palavras de Bertil Ekström, na plenária Modelos Missionários Brasileiros, por ocasião do II Congresso Brasileiro de Missões, em 1998. Patrick Johnstone, pesquisador internacional de missões da WEC, após ministrar ao público de uma das conferências missionárias betelinas, afirmou: “Destaco o Betel Brasileiro como uma escola que centraliza missão não apenas em seu currículo mas em todas as suas atividades.”

Ao Senhor da Seara, Senhor de missões e Senhor dos missionários, a glória e o louvor, sempre!
 

* Texto elaborado pela ex-aluna betelina e jornalista Cláudia Mércia Eller Miranda.

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